A Única Esperança


7. A esperança da ressureição

O senhor Machado havia alugado aquela casa misteriosa porque achava que nela teria o sossego necessário para escrever. Era jornalista aposentado e tinha decidido colocar sua biografia no papel antes que a morte o surpreendesse. A casa estava abandonada há muito tempo. O povo comentava que era mal-assombrada, mas ele não acreditava em espíritos. Além do mais, a paisagem que se via através da janela de seu escritório era inspiradora.

Nos primeiros dias em sua nova residência, ouviu alguns ruídos estranhos, especialmente nas horas da noite. Achou que eram coisas de sua imaginação, um pensamento motivado pelos comentários folclóricos que tinha escutado, e não se preocupou.

Na segunda semana, enquanto bebia uma limonada, sentado num sofá antigo, percebeu na parede uma fotografia grande, um pouco deteriorada pelo tempo. O que definitivamente chamou sua atenção foi o rosto de uma das pessoas, que se parecia muito com rosto de sua esposa falecida havia seis anos. Machado aproximou-se da fotografia e ficou comovido com a semelhança. Porém, sua comoção virou espanto quando o rosto da mulher da foto sorriu e piscou um olho para ele. O jornalista deu um salto para trás com a intenção de sair correndo daquele lugar, mas recuperou a calma e, movido pela curiosidade, aproximou-se outra vez do quadro.

Deviam ser seis e pouco da tarde. As luzes da casa ainda estavam apagadas, dando um aspecto ainda mais assustador à sala. O coração de Machado batia aceleradamente. O sorriso da mulher da foto havia sido real ou simplesmente produto de sua imaginação?

Nos dias seguintes, ainda perturbado pelo incidente, não conseguia concentrar-se no trabalho. Abriu o computador e começou a rever fotografias familiares. Deteve-se diante de uma foto em que ele e Elisa, a falecida esposa, sorriam satisfeitos com a vida. Naquele instante, ouviu a voz da amada e entrou em pânico.

– Não se assuste, querido, vim aqui para trabalharmos juntos na sua biografia.

Machado não sabia o que pensar. Ele conta que, no início, tentou não ouvir aquela voz, mas aos poucos foi vencendo o medo. Hoje assegura que durante seis meses desfrutou da companhia de Elisa, ajudando-o a terminar o trabalho autobiográfico.

– Não tem quem me convença de que os mortos não continuam vivos – afirma convicto de sua experiência.

O tema da vida após a morte sempre foi muito presente. Porém, nunca esteve tanto em evidência como em nossos dias. Em certa ocasião, conversando acerca da Bíblia com um grupo de estudantes universitários, o assunto veio à tona.

– O que a Bíblia ensina a respeito? – perguntou um deles, depois de relatar uma experiência parecida com a do senhor Machado.

– Abri a Bíblia e li o seguinte texto: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. [...] Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:5, 6, 10). Segundo essa declaração bíblica, os mortos não sabem de nada, porque, quando falecem, desaparecem com eles todo sentimento, pensamento e ação.

– Mas como pode ser assim? – indagou uma jovem de olhos pardos, muito interessada no assunto. – Eu sempre ouvi dizer que, quando a pessoa morre, o espírito dela continua vivendo.

– Para entender esse assunto, é preciso saber o que aconteceu no momento da criação da humanidade – expliquei. – A Bíblia ensina que “formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gênesis 2:7). De acordo com o relato bíblico, Deus formou o homem do pó da terra. Adão tinha cérebro, mas não pensava; tinha coração, mas não respirava. Porém, quando Deus soprou em suas narinas o fôlego de vida, passou a ser uma alma viva que, no sentido bíblico, é um ser humano vivo.

– Quer dizer que o ser humano é fruto da junção do pó da terra com o fôlego divino? – tornou a perguntar a jovem de olhos pardos.

– Exatamente – respondi. – E, quando o homem morre, sucede o contrário em relação ao que aconteceu na criação, ou seja, o fôlego divino, que muitos chamam de espírito, volta para Deus, e o pó para a terra. Salomão aconselha lembrar-se do Criador antes que a morte chegue e “o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Eclesiastes 12:7). Não existe espírito consciente separado do corpo. Podemos comparar a vida humana com uma lâmpada acesa à energia elétrica. A luz é o resultado da junção da energia e da lâmpada, que, juntas, a produzem. Separadas, a luz acaba.

O que eu havia dito parecia uma bomba para alguns jovens. A maioria deles acreditava que o espírito desencarnado do ser humano continua vivendo de alguma forma.

– Vamos esquecer um pouco a Bíblia, – disse um deles. – Você pode afirmar com dados científicos que, ao morrer o ser humano, o espírito deixa de existir?

– Não, não posso. Mas quem ensina que há vida após a morte também não tem evidência científica. O que estou dizendo está baseado na Bíblia, considerada por bilhões de seres humanos a Palavra de Deus.

– Então, de onde surgiu a ideia de que o espírito não morre? – perguntou uma jovem alta, que parecia tomar nota do que estávamos falando.

– A Bíblia responde à sua pergunta. Veja o que está escrito aqui: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? Respondeu-lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis” (Gênesis 3:1-4).

– Quer dizer que a ideia de que o espírito é imortal nasceu com o inimigo de Deus? – perguntou a jovem.

– Sim. O apóstolo Paulo diz o seguinte a respeito da imortalidade: “A qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” (1 Timóteo 6:15, 16). De acordo com o que li, só Deus tem imortalidade. Nenhum ser humano a tem. Portanto, quando o homem morre, não tem mais consciência de nada. Isso é o que afirma Davi a respeito da pessoa que morre: “Sai-lhe o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios” (Salmo 146:4). Que sentido tem a existência de um espírito que não pensa, separado do corpo?

– Você acaba de dizer que só Deus é imortal. Isso significa que Adão e Eva, em seu estado original, também morreriam? Se for assim, eles não morreram em consequência de sua desobediência, mas porque eram mortais por natureza – observou um jovem alegre, risonho e de olhos brilhantes.

– A sua pergunta é interessante. O ser humano não tem imortalidade, só Deus a possui. Portanto, se o homem deseja viver eternamente, precisa estar em comunhão com a fonte da vida, que é Deus.

– Como assim?

– Adão e Eva jamais teriam morrido se não tivessem se afastado do Senhor. A desobediência não é outra coisa senão o afastamento de Deus. Ao afastar-se dEle, o ser humano se afasta da vida e entra no território da morte. A morte não é um castigo divino, mas a consequência natural do afastamento da Vida. A Bíblia diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

– Então estamos todos condenados!

– Estaríamos se não fosse por Jesus. Vejam esta declaração de Paulo: “Nosso Salvador Cristo Jesus [...] destruiu a morte, [...] trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho” (2 Timóteo 1:10). Aqui Paulo afirma claramente que o evangelho traz imortalidade ao ser humano.

– Não entendo!

– É simples. Jesus disse um dia: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). Jesus, como já vimos, é o único que possui imortalidade. Ele é a própria vida. E João afirma: “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1 João 5:12, 13) Entenderam?

– Sim. A única maneira de ter a imortalidade é ir a Jesus e permanecer com Ele. Quem tem o Filho tem a vida – respondeu a jovem alta.

– É assim.

– E o que o senhor pode nos dizer sobre aqueles que morrem em Cristo? O espírito deles vai para o paraíso? – perguntou o jovem de olhos vivos.

– Irão com certeza, mas só quando Jesus voltar e não na hora que morrem. Ao morrer, o ser humano permanece em estado de inconsciência até o dia da ressurreição, que ocorrerá na volta de Cristo.

– De onde você tira essa ideia? – inquiriu uma jovem de cabelo comprido.

– Da Bíblia. João relata que um dia Lázaro, amigo de Jesus, estava enfermo e as irmãs dele pediram para Jesus auxiliá-lo. O Mestre demorou uns dias, e Lázaro morreu. Aqui está o registro do acontecido: “Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-Lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” (João 11:11-14). Vocês percebem que a morte, para Jesus, é um estado de inconsciência comparado ao sono?

Cada versículo que líamos parecia dividir o grupo. Uns demonstravam crer; outros se mostravam relutantes, quase incrédulos. Então um jovem de casaco negro, que até aquele momento tinha dado a impressão de se manter indiferente, perguntou:

– Eu conheço um pouco a Bíblia e o que você diz, aparentemente, não concorda com a promessa de Jesus ao ladrão na cruz. Ele disse que naquele mesmo dia, ao morrer, o ladrão estaria com Jesus no paraíso, e não só no dia da ressurreição. Que explicação você me dá?

– Leiamos o relato bíblico: “E acrescentou: Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:42, 43). Muitos estudiosos da Bíblia acham que a tradução deste verso está errada e que o texto, em lugar de dizer “em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”, deveria dizer “Te digo hoje: estarás [um dia] comigo no paraíso”. A verdade é que eu não estou muito preocupado com isso.

– Por que não?

– É um simples assunto de lógica. Veja o relato sobre o que aconteceu quando Jesus ressuscitou: “Maria, entretanto, permanecia junto à entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou-se, e olhou para dentro do túmulo, e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos pés. Então, eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras? Ela lhes respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Tendo dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não reconheceu que era Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, supondo ser Ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se Tu o tiraste, dize-me onde O puseste, e eu O levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)! Recomendou-lhe Jesus: Não Me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai, mas vai ter com os Meus irmãos e dize-lhes: Subo para Meu Pai e vosso Pai, para Meu Deus e vosso Deus” (João 20:11-17).

– E o que tem que ver esse incidente com a promessa de Jesus ao ladrão?

– Quando Jesus Se encontrou com Maria, já fazia três dias que havia morrido e ainda não tinha subido ao Seu Pai. Onde tinha estado Jesus nesses dias se não tinha ido ao Céu? Evidentemente, estava dormindo o sono inconsciente dos mortos. Não existe um paraíso imediato à morte, mas sim a recompensa final que os justos receberão por ocasião da segunda vinda de Jesus.

– Que estranho! – disse a jovem de olhos pardos.

– Eu entendo que isso pareça estranho para muitos, pois nossa cultura está impregnada por outra maneira de pensar. A maioria das pessoas acredita hoje, de uma forma ou de outra, que há vida após a morte, mas a Bíblia é enfática ao ensinar o contrário. Não existe espírito consciente, desencarnado.

– Interessante – disse a jovem do cabelo comprido.

– Uma prova mais do que afirmo – continuei falando – é a experiência de Davi. Vejam o que se diz aqui: “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós está até hoje. [...] Porque Davi não subiu aos Céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à Minha direita” (Atos 2:29, 34). Acho que ninguém duvida que Davi, arrependido e perdoado, estará no reino dos Céus. No entanto, nesse texto é dito que a sepultura dele ainda está na terra. Séculos depois de sua morte, ainda não tinha subido ao Céu? A resposta é óbvia.

O ambiente estava tenso. Os jovens se entreolhavam. O que estavam ouvindo, sem dúvida, era contrário a tudo o que viam nos filmes e novelas. A mídia tem um poder didático impressionante, pois suas mensagens subliminares são eficazes, e muita gente, sem perceber, forma convicções, por influência dos meios de comunicação.

O jovem que tinha algum conhecimento da Bíblia parecia incomodado e perguntou:

– E o que poderia dizer sobre a parábola do rico e Lázaro? Não é uma prova de que existe inferno e paraíso?

– Claro que a Bíblia menciona o inferno e o paraíso, mas como recompensaou castigo no dia do retorno de Jesus. A parábola mencionada diz assim: “Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós” (Lucas 16:19-26).

Essa parábola aparentemente seria uma prova de que, ao morrer, os bons vão para o Céu e os maus para o inferno. Mas é preciso entender que o texto em questão é uma parábola, uma ilustração. E ilustrações não definem conceitos. Se essa parábola fosse um reflexo da realidade, teria muitas incoerências. Por exemplo, de que tamanho teria que ser o seio de Abraão para que coubessem todos os bons? Como é possível imaginar que o Céu esteja tão perto do inferno a ponto de os espíritos desencarnados conversarem? E como poderiam os maus se queimar se não têm mais corpo?

Eu não tinha terminado a explicação quando outro jovem que havia escutado em silêncio levantou a mão e disse:

– Conheço muita gente que participou de reuniões onde apareceram espíritos de mortos e falaram com os vivos. Quem eram esses espíritos?

– Não duvido de que essas pessoas tenham conversado com espíritos. Mas, de acordo com a Bíblia, esses espíritos não eram de pessoas mortas.

– Então que espíritos eram?

– Vou ler um texto bíblico que talvez responda à sua pergunta: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz”(2 Coríntios 11:14).

– Quer dizer que esses espíritos eram anjos maus?

– Ora, se o diabo pode se disfarçar de anjo de luz, os outros anjos que foram expulsos do Céu com ele também não poderiam? Lembre-se de que oinimigo sempre usou a sedução e o engano contra o ser humano. O livro de Apocalipse diz: “Houve peleja no Céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os seus anjos” (Apocalipse 12:7-9). A primeira mentira de Satanás foi aquela apresentada a Eva dizendo: “Não morrereis” (Gênesis 3:4).

– Mas com que motivo ele faria isso?

– Simplesmente porque sua natureza é a mentira. Um dia Jesus disse que “ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44).

– Isso é assustador!

– Claro que é. Por isso, Deus adverte aos que consultam os falsos espíritos de mortos: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Isaías 8:19).

Havíamos passado mais de duas horas conversando. Já era tarde e precisávamos descansar, mas não quis terminar aquela reunião sem mencionaraos jovens a grande esperança dos que dormem em Jesus: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em Sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a Sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos Céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:13-16). Essa é uma promessa extraordinária. Jesus voltará e nesse dia os que morreram em Cristo despertarão do sono da morte e viverão com Ele por toda a eternidade.

O estudo daquele dia foi proveitoso. Anos depois, enquanto participava de uma reunião, um casal, acompanhado de duas crianças, aproximou-se de mim.

– Lembra-se de nós? – perguntou ela.

Não me lembrava. Eles me fizeram voltar ao passado.

– Nós participamos um dia de uma reunião com universitários na qual o senhor falou do tema do estado dos mortos, lembra-se?

Lembrei-me. E a emoção tomou conta de mim. Depois daquele dia, eles continuaram estudando a Bíblia. Hoje, estavam casados, e Deus lhes dera dois preciosos filhos. Os olhos de ambos refletiam segurança.

Aquele casal lindo descobrira a única esperança.

A Esperança DA RESSURREIÇÃO

Conheça a solução divina para o problema do pecado e da morte.
  1. Deus criou o ser humano para refletir Sua imagem. Gênesis 1:27
  2. Mediante o sopro divino, o ser humano se tornou alma vivente. Gênesis 2:7
  3. A desobediência à Palavra de Deus originou a morte. Gênesis 3:19
  4. A morte é um estado de inconsciência. Eclesiastes 9:5, 6; Salmos 6:5; 146:4
  5. Jesus comparou a morte ao sono. João 11:11, 14, 21
  6. A imortalidade é um atributo exclusivo de Deus. 1 Timóteo 6:15, 16
  7. Haverá duas ressurreições: uma para a vida eterna e a outra para a morte eterna. João 5:28, 29
  8. Os salvos receberão a imortalidade somente quando Cristo voltar. 1 Coríntios 15:51-54
  9. Somente por meio de Cristo temos a certeza da ressurreição e da vida eterna. João 11:25
  10. Nossa esperança está nas promessas relacionadas à vinda de Cristo. 1 Tessalonicenses 4:18